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VERSOS E VERSÍCULOS


UTOPIA


Eu quero te amar desesperadamente,

Amar-te como eu nunca amei alguém...

Amar-te na pureza de um crente

E na volúpia de um pecador, também!

 

Eu quero te amar eternamente,

Um amor cheio de sonho e esperança,

Ciúme, medo e desconfiança

E extasiar-me num desejo ardente!...

 

Eu quero te amar... Que importa o jeito?

Forremos de flores o nosso leito

E amemos tanto for mister!

 

Se eu não fui o teu amor primeiro

Que eu seja, então, o derradeiro

A embriagar-se em teus seios, ó mulher!!!

 

Israel Santos Ribeiro



Escrito por Doutorisa às 10h02
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CIDADÃO DO TERCEIRO MUNDO

Eu sou latino, mas não sou cachorro!

Quero os meus direitos!, Sou um cidadão,

Remanescente dos escravizados

E dos flagelados do Sertão!

 

“Terceiro Mundo Underground”

Aqui o bicho pega sem correr

Miséria, miséria em toda parte

A gente não tem o que comer;

Enquanto eles tomam chapangne

Nem o osso a gente pode roer!

 

Esses homens prometem e não cumprem

Parece que gostam de ver

Crianças chorando de fome

O homem plantar sem colher;

São os donos da ‘indústria da seca’

A escada que leva ao poder!

 

Mas um dia Deus vai virar o jogo

Essa terra Ele vem libertar

Consolar o seu povo que chora

E o joio, de uma vez arrancar;

E eu mesmo o verei face a face

E o ‘Sertão, então, vai virar mar!..’

 

Israel Santos Ribeiro

 



Escrito por Doutorisa às 09h49
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PARECE DIFÍCIL, MAS NÃO É FÁCIL

Esse pão amassado

Que eu tenho que engolir

Amanhecido, endurecido

Ainda ter que repartir

Com cinco ou seis

E mais uns três

E vem chegando o fim do mês

Tudo vai se repetir!..

  A nota da mercearia

Pendurada dia a dia

E tem a conta da farmácia

Dos remédios que tomei

Mais o carne da faculdade

Eta! dificuldade!

Por que eu não estudei?

  Esse pão de cada dia

Cada vez mais indigesto

Pão de dores, meus senhores!

Para o cidadão honesto!

  Sem dinheiro na cueca

Vem vencendo o aluguel

E o telefone, se me toca

Com aquela voz de taboca

-         Cobrança da Embratel!

  Entre o feijão e o sonho

Há um vácuo, um abismo

Entre a razão e a loucura

Muitas vezes, eu mesmo, cismo

  Há quem lute e nunca vença

Quem trabalhe sem recompensa

E quem vença sem lutar!..

Se o trabalho dignifica

Por que minha mãe não está rica?

Se uns lucram sem trabalhar?!

  Esse pão do "Fome Zero"

Que até hoje ainda espero

Decerto, não vou comer!

E nesses versos que componho

Faço um mundo de sonho

Bom de viver

Para não morrer!

 Israel Santos Ribeiro


 



Escrito por Doutorisa às 12h43
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